domingo, 25 de novembro de 2012

Da exploração à “liberdade”.

Por Julia Góes
 
Os escravos das minas de ouro no passado do século XVIII vinham de diferentes lugares da África, mas grande parte vinha da atual região da Angola. O cotidiano dos negros escravos de Minas Gerais era muito puxado e difícil, pois trabalhavam diariamente cerca de treze horas sem parar. Quando eles cansavam de garimpar iam carregar pedras para construir igrejas, ruas e etc. Os escravos das minas de ouro tinham que ser baixos por isso quando adolescentes eram castrados para que seu corpo não se desenvolvesse. O trabalho da mulher escrava era, principalmente, batear o ouro moído pelo negro cego. 

Lavagem do ouro no Itacolomi. Johann Moritz Rugendas, 1835.
Os escravos tinham que dormir em senzalas sujas e sem condições nenhuma de moradia (aos olhos de hoje). Por isso pegavam muitas doenças serias. 

Era muito comum os negros ficarem cegos devido a dilatação da pupila pelas minas de ouro terem pouca iluminação. Quando tornavam-se cegos ficavam o dia todo moendo ouro para virar pó.

Quando vieram para o Brasil colônia deixaram suas culturas e religiões na África, mas aqui fizeram muitas adaptações não deixando de lado suas raízes. Um exemplo é a luta chamada capoeira. Quem inventou a luta foram os escravos da Angola. Seu objetivo era lutar contra os capitães do mato e colonizadores que eram muito violentos. Mas as autoridades na época pensavam que eles estavam dançando por vontade própria até descobrirem que era uma “armadilha” contra eles. Os escravos então foram proibidos de praticar essa arte podendo serem até presos em caso de desobediência. Quando não respeitavam as leis eram levados ao pelourinho onde eram amarrados e chicoteados na frente de toda a população para servir de exemplo.

Na religião tiveram que se converter ao catolicismo e deixar seus Orixás de lado, mas como eles tinham direito de ter igrejas próprias a adaptação era representar cada Orixá como um santo da Igreja Católica. 

Esse sofrimento, na teoria, durou até 13 de maio de 1888, quando a princesa Isabel assinou a abolição da escravatura e libertou todos os escravos. Nas minas, sabe-se que se colocaram portões e chavearam todas elas para não lembrarem mais desse tempo ruim e de muito sofrimento. No entanto, apesar de existir a lei contra a escravidão a memória do sofrimento permaneceu. Com ela ainda hoje perduram e permanecem os preconceitos contra os descendentes de escravos. Será que damos o devido valor a cultura africana que ajudou a construir o Brasil que somos hoje?

Fonte da imagem:

Movimentos sociais na América Latina pela reforma agrária


Por  Gabriela Goudel.

O movimento social que vou discutir é um dos mais importantes do Brasil. O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mais conhecido pela sua sigla MST é a luta pela reforma agrária brasileira. São trabalhadores do campo que basicamente eles lutam por terra, pela reforma agrária e por mudanças na estrutura da sociedade. 

A organização do MST começou nos anos 80 do século passado. Hoje em dia esse movimento existe em 24 estados da federação brasileira. Ele teve início após um encontro do movimento em Cascavel (PR), para discutir e mobilizar a população para a realização da reforma agrária. 

A questão reforma agrária surgiu por causa do grande número de latifúndios que eram uma característica desde o Brasil colonial. As pessoas que participam do movimento dos trabalhadores sem Terra também protestam para que os assassinos de trabalhadores rurais sejam punidos e também defendem que a cobrança do imposto territorial rural (ITR) seja revertida para o investimento e a continuação da reforma agrária. 

As terras antes de fazerem parte da reforma agrária devem ser indenizadas aos seus proprietários. Em outros países da América Latina, por exemplo, na Colômbia, Peru, Equador, Guatemala e entre outros, passaram pela mesma situação, mas nenhum deles o processo de reforma agrária foi concluído como no Brasil. 

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra é muito importante na transformação rural no país: a concentração fundiária. Apesar das dificuldades, o MST passou a contar com o apoio de importantes parcelas da sociedade como estudantes e também por partes da Igreja católica (ala conhecida como progressista ligada ao movimento da Teologia da Libertação). Atualmente o MST luta também contra parte da mídia que apenas mostra parte das mobilizações sem explicar as devidas reivindicações.


Fontes:

Tubarão-cobra


Por Natalia Vieira

Neste texto vou falar de uma espécie de tubarão que muito me interessou. Eles vivem nas profundidades onde raramente a luz alcança e, por isso, dificilmente estes tubarões aparecem em águas rasas.

O tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus) é um dos dez peixes pré-históricos que ainda vivem. Estudos comprovam a sua existência com fósseis datados de 80 milhões de anos. Esses registros datam do período cretáceo quando os dinossauros ainda andavam sobre a terra.

Esse tubarão vive em águas com profundidade igual ou superior a 600 metros em quase todos os oceanos. Com essa profundidade se alimenta de peixes abissais, moluscos e outros tubarões menores, mas quando filhote é ocasionalmente a presa de tubarões maiores.

O tubarão-cobra está equipado com 300 dentes afiados agrupados em 25 fileiras. Ele se alimenta de lulas, peixes e pequenos tubarões. Ele pode chegar a ter de 2 metros de comprimento, possuindo 6 pares de brânquias (diferente dos outros tubarões que tem 5 pares).

O tubarão cobra tem seu tempo de gestação um tanto peculiar, pois dura 3 anos. Ele gera 6 filhotes, tendo um período maior do que uma fêmea de elefante africano com 22 meses de gestação.

Tubarão-cobra

Referências:

Sempre Gabriela...


Por Julia Góes

Baseado em uma história real “Gabriela cravo e canela” é um livro de Jorge Amado que conta a história de um romance em meados do século XX, na cidade de Ilhéus na Bahia, entre Nacib e Gabriela. 

Jorge Amado nasceu em 1912 em Itabuna e morreu em 2001 em Salvador. A novela “Gabriela” da rede globo, conta tudo resumido, mas por não ser completo, quase não tem graça (É a segunda vez que esse romance tem sua adaptação para a televisão).


Conhecendo a trama e seus personagens:

Ramiro Bastos era um homem bem sucedido da cidade de Ilhéus naquela época, não era qualquer coronel, tinha dezenas de fazendas de cacau e era prefeito da cidade. Porém ele tem um inimigo e concorrente muito forte para a prefeitura, Mundinho Falcão. Este último se apaixona por Gerusa (neta do coronel Ramiro), ou seja, um amor proibido. Ao mesmo tempo, e principal foco do romance, acontecia outra história na cidade, o amor de Nacib um comerciante sírio e Gabriela uma simples mulher. Após Nacib encontrar Gabriela ela o cumprimenta com duas palavras que mudam tudo: “Moço bonito”. Era tudo o que precisava para esse novo romance. Ela virou cozinheira dele e com o tempo foi se tornando mais que isso, até se casarem. 

Dona Dorotéia era uma senhora de respeito e um exemplo para a sociedade de Ilhéus apesar de fofocar sobre a cidade inteira (porém muitas histórias do passado dela vão ser desvendadas e a família dela vai sendo destruída em partes e ela acaba ficando sozinha). Juvenal (neto da senhora fofoqueira) se casará com uma ex-quenga, e o pai dele assume que é gay o que acaba com a honra da família. Os homens de Ilhéus só querem saber de ir para o Bataclã trair suas mulheres, o que aumenta sua importância na trama.

Coronel Jesuíno, outra peça importante para essa história. Era casado com Sinházinha que um dia foi atraída pelo dentista que acabara de chegar na cidade. Ela trai o marido com o doutor. Para lavar sua honra o coronel era “obrigado” a pegar os dois juntos e mata-los, e foi o que aconteceu. Naquele momento chegava juízes, policiais treinados e tudo mais, com isso a cidade crescia e ficava cada vez mais moderna, o que acabava diminuindo o poder dos coronéis. 

Malvina era filha do coronel Melk, um dos coronéis mais bem sucedidos de Ilhéus. Ela queria ser independente com o homem que ela escolhesse (e não o que os pais quisessem). Apaixonou-se por seu professor e ele por ela, mas essa história tem muitas vírgulas mas nunca um ponto final. Os dois seguiram suas vidas com outras pessoas mas nunca se esqueceram, e no fim dessa história tem uma surpresa inesperada (agora esperada).

Recomendo a leitura do livro de Jorge Amado. Ele é muito interessante e informativo procurando contar tudo como acontecia antigamente. Como é um romance recomendo a quem gosta de livros desse gênero. Ele vai te surpreender (mesmo que você já saiba o final de alguns personagens!).

VOCÊS IRÃO ADORAR! BOA LEITURA...

 
 

Créditos das imagens: