quinta-feira, 28 de junho de 2012

All Star explorando horizontes


Por   Aline Iaczinski
 
O assunto de hoje é sobre um tênis que dizem que quanto mais velho, mais gostoso fica de usar. Seja de cano alto, customizado, cadarço colorido, não importa como, cada um tem seu próprio jeito de usar All Star, o tênis que até hoje não sai dos pés de muitas gerações. Em todas as tribos o All Star é sucesso, sejam jovens, adultos, roqueiros, universitários, profissionais e até mesmo celebridades. O tênis é uma companhia para todas as ocasiões. Há quem afirme não viver sem ele. Mas nem sempre foi esse sucesso todo, você sabia que o tênis foi criado para os jogadores de basquete?

Pois é isso mesmo, um século atrás, nos Estados Unidos, a Converse Rubber Company of Massachusetts criou um tênis atlético com a parte de cima feita em lona, sola grossa e biqueira feita em borracha, que passou a ser chamado de All Star após um contrato de patrocínio do tênis com o ex-jogador norte-americano de basquete Charles “Chuck” Taylor, para representar e vender o modelo. As vendas começaram a crescer e a Converse recompensou seu parceiro colocando sua assinatura junto do famoso patch com uma estrela, tão característico do modelo. Desde então, a base do Converse All Star permaneceu praticamente a mesma e hoje segue sendo um dos tênis mais populares do mundo.

O All star é vendido em 144 países. No Brasil ele chegou na década de 1980 tendo como modelos mais vendidos os clássicos de cano baixo preto, branco e vermelho. Segundo a marca, a cada ano, centenas de milhões de pares são vendidos no mundo. Mais do que uma moda, ALL STAR virou um epidemia.

E você, também é apaixonado por All star?

Fontes e imagens:
Disponível em: <http://www.converseallstar.com.br> . Acesso em 15 de maio de 2012.
Disponível em:<http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/>. Aceso em 15 de maio de 2012.
Disponível em:< http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2007/05/all-star-stay-true.html>. Acesso em 28 de junho de 2012.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Metrópolis de Fritz Lang e o expressionismo alemão da década de 1920

Por Beatriz Pereira

O expressionismo, movimento artístico surgido na Alemanha no começo do século XX, procurava expor os sentimentos, mágoas e emoções das pessoas, e não a visão da vida como algo inalterável. De acordo com Lotte H. Einsne (1985), “essa linguagem, carregada de símbolos e metáforas, permanece obscura de propósito, para que apenas os iniciados possam captar-lhe o sentido”. 

Fritz Lang e seu expressionismo conquistam gerações, e Metrópolis, um filme dirigido pelo mesmo, reafirma a reputação. Como grande parte da obra expressionista alemã, retrata as diversas mágoas da relação entre homem e máquina e da relação desigual entre homem e homem, da sociedade de uma forma incrivelmente artística. 

Metrópolis é um filme mudo de ficção-científica lançado em 1927, e retrata a cidade fictícia de Metrópolis no ano de 2027, que é dividida em duas partes. A parte superior para os que simpatizam com o empresário que manda na cidade, Joh Fredersen, e seus filhos, que supostamente seriam a “cabeça” da cidade; e a inferior para os trabalhadores, que são praticamente escravizados pelas máquinas, que seriam “as mãos” da cidade. 

Um dia, o filho desse empresário, Freder, acaba assistindo, por acaso, uma espécie de “culto” entre os trabalhadores. Maria, a suposta pregadora, fala que um dia um mediador entre as duas partes da cidade irá salvá-los de toda essa tortura. 

Freder apaixona-se por ela, que é jovem como ele e bonita, o que o faz perceber a situação no subsolo e começar a tentar ajudá-los. Joh Fredersen, acabou vendo as atitudes do filho por um buraco na parede com um olhar pejorativo, pede para o cientista maluco da cidade deixar sua mais recente criação, a mulher-máquina, com a cara de Maria, para propagar a violência no subsolo da cidade. O mesmo sequestra Maria, e a “nova Maria” a substitui logo em seguida, o que causa certa revolta entre os empregados. 


Com o incentivo da “nova Maria”, os trabalhadores acabaram por ignorar a repentina troca de atitude da moça e se juntaram, para destruir a principal máquina da parte inferior, o que afeta diretamente as duas partes da cidade. 

Como no livro de George Orwell, 1984, que foi publicado em 1949 como uma ficção incrivelmente futurista, onde ninguém conseguia escapar da observação do grande irmão, muitas dessas “coisas fictícias” se concretizaram. Diversos elementos nesse filme podem ser observadas atualmente: a primeira delas, em minha opinião, a desigualdade social. 

Em diversos lugares aqui no Brasil podemos observar o acúmulo da riqueza e da pobreza ao mesmo tempo. O fato de que a classe trabalhadora, tanto no filme quanto atualmente é a responsável pelo desenvolvimento do país está explicito, e algo que é incrivelmente comentado é que se todos se juntarem, algo pode ser feito. Em minha opinião, a rebelde atitude dos trabalhadores de se juntarem para fazer o “mal” [por uma boa causa] pode ser uma alusão a revolução francesa (quando a burguesia e proletariado se juntaram para derrubar a monarquia [matando-os], pois estavam em maior número, como os trabalhadores representados no filme).

Grande parte dos fatores ressaltados levam Metrópolis a ser um clássico do expressionismo alemão, pois em diversos momentos levam a outra interpretação do avanço tecnológico, como por exemplo quando os trabalhadores causam uma “enchente” no subsolo da cidade, comprometendo seus filhos e suas esposas, por conta das máquinas. 

Irão as máquinas algum dia ter mais poder que os humanos no mundo em que vivemos?

Uma curiosidade que pode ser interessante é que o próprio Hitler ficou impressionadíssimo com a magnificência do filme e convidou Fritz Lang a fazer filmes nazistas. Ele fugiu para Paris e começou a produzir filmes anti-nazistas, mas sua esposa na época, Thea von Harbou, que escreveu o romance que deu origem ao filme e adaptou-o para as telas junto com Fritz, entrou para o partido um ano após seu divórcio.  

Como não irei contar o desfecho do filme, termino meu texto recomendando o filme para todos os interessados e postando uma frase dita [pela verdadeira] Maria, “O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”.

Referências:

EISNER, Lotte H. A tela demoníaca: as influências de Max Reinhardt e do expressionismo. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002. 283p.

Metrópolis 1927. Disponível em  <http://metropolis1927.com/>. Acesso em 07 de junho de 2012. 

Metrópolis (Fritz Lang, 1928). Disponível em <http://multiplot.wordpress.com/2008/05/26/metropolis-fritz-lang-1928/>. Acesso em 07 de junho de 2012.

Créditos da imagem:

Galeria do filme Metrópolis. Disponível em <http://metropolis1927.com/#gallery>. Acesso em 07 de junho de 2012.

domingo, 17 de junho de 2012

Um pouco sobre os videogames


Por Victor Francisco.
 
Neste texto vou escrever sobre o assunto videogames e de alguns jogos famosos que fizeram história no mundo eletrônico.

No site hypescience fala que o videogame trás benefícios e malefícios para a saúde humana. Ao ficar horas jogando a pessoa pode ter problemas. As pessoas que não sabem das consequências podem acabar viciando. Assim como qualquer outro vício, videogame em excesso faz mal a saúde, como por exemplo, dor de cabeça, sedentarismo, agressividade e até mesmo obesidade.

O videogame começou a ser produzido industrialmente em 1972, quando a Magnavox lançou o Odyssey, o primeiro console de videogame da história, como a cita a dissertação de mestrado da professora Débora da Rocha Gaspar. Desde então o videogame foi mudando de forma e modelos. Durante as últimas décadas ele foi evoluindo com a inclusão de muita tecnologia.

Sobre a importância do uso dos jogos a professora Débora Gaspar, diz que nas “os estudantes que estão concluindo a Educação Básica realizam a leitura de imagem de um jogo eletrônico demonstrando conhecimentos estéticos específicos da linguagem visual, chegando a perceber efeitos de sentido dessas imagens”.

Ela esclarece com as palavras de Paulo Almeida que “um novo rumo para pedagogia moderna foi dado por Pestalozzi [...] na qual o senso de responsabilidade e as normas de cooperação são suficientes para educar as crianças, e o jogo é um fator decisivo que enriquece o senso de responsabilidade e fortifica as normas de cooperação.” (ALMEIDA: 1984, p.17).

O videogame já teve várias gerações e modelos desde o Magnavox Odyssey 100 AO, até os mais avançados como Xbox 360, Playstation 3, Nintendo Wii. Hoje eles podem ser jogados com controles com ou sem fio, e até mesmo com sensores de movimentos. Os mais conhecidos são o Super Nintendo, Nintendo 64, Playstation 1 e 2, entre outros que muitas pessoas conhecem, e/ou já jogaram.

Você sabia que os jogos de antigamente ainda são jogados hoje? Pois sim, é verdade! Você pode não imaginar mas muito do que você joga são os mesmos jogos que teus pais se divertiam no passado. Claro, eles devem estar diferentes com a inclusão de novas tecnologias com os jogos online, sem fio, por sensores etc. Alguns dos jogos que marcaram época foram Super Mario World, Pac-man, Super Star Soccer, Tetris, Atari, Mortal Kombat, Crash, Zelda, Street Fighter, Bomberman, Sonic, Castlevania, Fifa, Pés, GTA, God Of War,Guitar Hero, Call of Duty, World of Warcraft, Resident Evil. Os jogos passaram de fitas, para cartuchos, CDs, e hoje chegam a estar em HD.

 Imagem de vários jogos diferentes

Fiz algumas perguntas para alguns dos meus amigos. A ideia era que eles me respondessem se os jogos de hoje em dia estão mais para entreter ou para educar. Eles responderam achando que é para se divertir e passar o tempo. Perguntei também se eles podiam ser usados para a educação. Eles responderam achando que sim, mas disseram que as pessoas que “fazem” os jogos não pensam muito nisso e que os fazem mesmo é para entreter as pessoas.

E você leitor, o que acha disso?



Referências


ALMEIDA, Paulo Nunes de. Dinâmica lúdica: jogos pedagógicos para escolas de 1.o e 2.o graus. 4. ed. São Paulo: Loyola, 1984.

ROCHA, Débora Gaspar da. Jogos eletrônicos: entre a escola e a lan house. Dissertação (mestrado em educação). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2007. Disponível em <http://www.tede.ufsc.br/teses/PEED0631-D.pdf> Acessado em 04/06


Acessado em 24/05


Acessado em 24/05

 
Fonte de imagens: