sábado, 23 de novembro de 2013

ABORTO- deve ser legalizado no Brasil ?

por  Gabriela,


Para muitos deve soar como um assunto absurdo,onde se matam fetos inocentes, por conta de descuido e por  pura falta de responsabilidade. Porém, se parármos pra pensar, o aborto já é um ato que ocorre na nossa sociedade, as mulheres engravidam ''sem querer'' e tiram, tomando medicamentos fortes, ou até mesmo através de cirurgias, aquilo que era pra ser seu filho.

Para compreender um pouco mais sobre o assunto:

TIPOS DE ABORTO MAIS UTILIZADOS, HOJE EM DIA :

ABORTO INDUZIDO : aquele que é causado pelas próprias mãos humanas, seja pela ingestão de medicamentos fortes que, caso forem tomados incorretamente, podem trazer sérios danos à saúde.
ABORTO ESPONTÂNEO: casos de quando o feto está mal formado, sendo obrigado a ser tirado cirurgicamente (a forma ideal), que se livra de todos os tecidos embrionários, presentes no útero.
Esse procedimento também é utilizado em mulheres de idade mais avançada, que não tem condições de resistir a um parto.

CONSEQUÊNCIAS :
As mulheres que resolvem seguir por esse rumo, correm o risco de ao tomar os medicamentos ou fazer em casa todo o procedimento, sofrer uma grande dor, danos no interior do corpo, trazendo doenças perigosas como :
- o desenvolvimento do câncer de mama.
-problemas hormonais, infecções, etc.

Afinal, o aborto deve ou não ser legalizado no Brasil ?

Segundo Daiany Dantas : ''Penalizar apenas as mulheres por uma fecundação – que não ocorre sem a ação de um homem envolvido – é também criminalizar o gênero feminino, assumir que as mulheres que abortam são responsáveis naturais pela continuidade da gestação e o homem está naturalmente isento de qualquer acusação''.

Tudo depende do ponto de vista de cada um, se colocando, acima de tudo, no lugar daquelas mulheres, que podem ter sido abusadas, que  correm risco de vida, por conta de uma doença, por terem uma idade avançada, tendo que tirar o feto de uma forma brutal, tomando medicamentos fortes, ou até mesmo, manualmente em casa, o que pode trazer milhares de doenças, conforme a falta de higiene, etc.

Segundo uma pesquisa da UNB, das mulheres que já abortaram,23% ganham até um salário mínimo, 31% de um a dois, 35% de dois a cinco e 11% recebem mais de cinco.  Abortam também por condições financeiras,por  não quererem ter um filho tão cedo, de perderem a liberdade para sair em festas e de não estarem preparadas psicologicamente para tudo que haveria de passar pela frente. O que não impede mulheres de classes médias seguirem pelo mesmo rumo, pois esse ato já faz parte da sociedade em que vivemos, qualquer um, seja rico ou pobre, já praticou ou ainda pratica o aborto. Outro dado da pesquisa da UNB é que 64% das mulheres que já cometeram o aborto são casadas e 81% são mães. 

Entrevista feita com Solange Manica, 43 anos :
1) O que você acha do aborto ?
'' Eu acho que não deve existir o aborto, pois nós não temos o direito de tirar a vida de ninguém''.
2)Se colocando no lugar das mulheres, sem condição alguma, faria o mesmo?
''Não faria o mesmo. Porém, pra mim, o aborto só poderia ser colocado em prática, naquelas mulheres que já foram abusadas sexualmente.''
3) Na sua opinião, o aborto deve ser legalizado no Brasil, assim como já ocorreu em outros países ? Por que ?
''Não, pois a mulher pode ter seu filho e depois, se não tiver condições, colocá-lo em um orfanato, para ser adotado, ou em berçários do governo, para que ao mesmo tempo, possa trabalhar. Existe a bolsa-família, para pessoas sem condições. Nós, mulheres, não temos o direito de tirar uma vida.''

fontes:

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A tecnologia e sua história

por Luciano,



A tecnologia se iniciou nos tempos primitivos onde os homens descobriram como obter o fogo, que foi uma das tecnologias que mais inovou a inteligência da humanidade. Sem o fogo nós não teríamos a comida quente, não ficaríamos aquecidos, etc.

Com o tempo essa tecnologia foi evoluindo e hoje está muito avançada, por uma coisa que começou com o fogo e hoje já está com notebooks, tablets e vídeo games.

 É muita evolução. Em minha opinião a humanidade tem uma capacidade imensa de produzir coisas, depois de produzir essas tecnologias, a humanidade pode produzir qualquer coisa e com isso o mundo estará sempre inovando, sempre com coisas novas e mais complexas, onde fica estabelecido um preço para compra onde a maioria tem acesso.


 E você leitor o que acha sobre a tecnologia?

Memórias...conversa com Sr. Evaristo

.  por Laís,

Entrando no clima das memórias literárias, encontrei outro texto que elaborei e que gostaria de compartilhar com vocês.

Como o anterior, esse também foi feito a partir de uma entrevista. Porém dessa vez coletiva.
Sendo mais direta... foi na sala de aula, com o avô de um amigo nosso. Sim, essa foi emocionante. Assim como o senhor, vários alunos deixaram algumas lágrimas rolarem.  Bom, acho que é melhor parar de enrolar e mostrar logo a memória. Espero que gostem!

Logo no começo da entrevista o seu Evaristo já tocou no assunto da Ponte Hercílio Luz, comentou que a não serem os barcos, a ponte era a única ligação que havia entre o continente e a ilha.

         Falou sobre um aspecto que mudou muito daquela época para os dias de hoje, os aterros, pois o mar antigamente batia no mercado público e chegava à baixada do Hospital de Caridade. Por esse motivo, o mercado público era onde entravam os barcos com os peixes, para o comércio.

         Aos 65 anos, se orgulha em contar que não sabe o que é provar de uma cerveja, cachaça, cigarro. Ressalta que sempre foi muito saudável, praticando exercícios físicos regularmente desde jovem e que “cigarro e bebida nem pensar”, nos falou que uma tacinha de vinho não faz mal a ninguém, mas insistiu que destilados NUNCA.

         A professora Fernanda então perguntou como era sua vida quando tinha nossa idade, ele então resolveu nos revelar sua infância.

         Seu Evaristo um pouco emocionado, mas não arrependido, nos contou que seu pai era alcoólatra, e que quando bebia se alterava e ficava muito explosivo, disse que qualquer motivo, era motivo de briga.

         Fugiu de casa aos sete anos, foi morador de rua até seus catorze anos, dormia no mercado público, enrolado em jornais, ao lado de bêbados, prostitutas, e tudo de ruim.

         Ressaltou que por ser “cabeça” boa, nunca entrou no mundo das drogas e no mau caminho.

         Quando Evaristo nos disse que na nossa idade era morador de rua, ouve um instante de silencio, de surpresa e ao mesmo tempo de admiração.

         Disse-nos que presenciou o vício do cigarro em sua própria família, e pior, com seu próprio irmão de 13 anos (na época), o viu pedir a um senhor bêbado o resto de seu cigarro “babado”, achou impressionante a necessidade de um cigarro para um viciado.

         Durante a entrevista, a cada ponto principal, seu Evaristo procurava achar uma lição, ou um motivo principal para nos aperfeiçoarmos nele.

         O Bruno então perguntou:
- Havia outras crianças que moravam com você nas ruas?

         Ele então respondeu que no mesmo ponto não, mas que havia um grupo muito grande de crianças no morro da “Caixa d água”. Apesar de muito pobre, ele as ajudava fazendo saladas de frutas com os poucos restos de comidas (que prestavam), essas frutas ele recolhia de um depósito que ficava nos fundos do mercado público.

         Vivia apenas da venda de revistas e jornais usados.

         Comentou que na época não havia eletricidade, era apenas na roda d água, onde era desviado o curso do rio para gerar a eletricidade.

         Logo depois o Fillipe perguntou como era o namoro antigamente, ele respondeu que “havia umas regrinhas”, comentou que agora é só “fico”, o que é muito perigoso, pois é uma idade muito especial e tudo o que é fácil é prejudicial.

        O Gabriel aproveitou também para perguntar se fora assaltado quando ele era morador de rua, respondeu novamente que naquele tempo não havia assalto e drogas pois era mais difícil, “o acesso não era tão fácil como atualmente, hoje há traficantes nas portas das escolas”. 
     
        No começo da entrevista ele revelou que havia trabalhado na força aérea, então Renato perguntou quanto tempo ele permaneceu lá. Respondeu de imediato que chegou em 1965 e saiu em 1995.

        Myriene pediu a fala, e perguntou como e quando começou o namoro com sua esposa atual, achamos muito engraçada sua resposta, pois, apostou com seus amigos duas caixa de cerveja se perdesse e uma caixa de guaraná se ganhasse o coração da jovem, revelou que todos tomaram um porre de guaraná.

        Seu pai morreu em seus braços com uma lagrima escorrendo em seus olhos, nos falou que não podemos guardar mágoas e ressaltou que “Não devemos julgar os outros, para não sermos julgados”.

         Fillipe, então mudou de assunto e perguntou qual era o meio de transporte terrestre, com risos, respondeu que eram os burros de cargas. Perguntou também qual foi o fato que marcou sua vida, ele respondeu que foi não entrar no mau caminho, no mundo das drogas.

         Perguntei se antigamente existiam fábricas na cidade,  fui surpreendida quando respondeu que não existiam, como não existem nos dias de hoje.

         Para terminar a entrevista professora Fernanda propôs duas perguntas a ele, “Qual foi sua experiência mais difícil e a mais gratificante”.

         Houve uma pausa antes da resposta, revelou que a mais difícil é não ter uma família unida, mesmo depois da morte de seus pais, gostaria que houvesse um entrosamento.

         Ficou muito emocionado contando sua experiência mais gratificante, ser avô. Não só ele, mas alguns alunos ficaram muito emocionados quando ele nos contou que viu seu neto, através de uma vidraça, lutar pela vida.

         Sua frase final em sua entrevista foi: “Vocês não imaginam o bem que faz um sorriso”.








quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Memória literária - Tudo começou em...

Por Laís, 

Ano passado eu elaborei uma memória literária - em primeira pessoa - para a aula da professora Fernanda Muller, e acabei participando da Olimpíada de Língua Portuguesa.
Bom, o  texto foi escrito a partir de uma entrevista que realizei com meu vizinho. Pra falar a verdade eu sempre me interessei pela história de vida dele, sempre o admirei, e essa proposta de trabalho foi perfeita. 
E acho que criando um post no blog seria uma boa opção para divulgar para as mais diversas pessoas.
Aí vai....

  Tudo começou no dia 17 de junho de 1975, na pequena cidade de Aiuába (CE)... 

Eu me chamo Dogival, em minha cidade exerci a função de fiscal rural, motorista, admistrador de obras públicas, além de tudo isso eu também era um político muito bem visto pela grande maioria dos moradores. Em uma eleição em que me candidatei a vereador precisava de 395 votos, ganhei 1.766, de uma população de 3.292 habitantes, só que essa profissão naquele tempo não era muito valorizada pelas autoridades, e os moradores achavam que vereadores ganhavam bem, e acabavam me explorando, pois meu coração não me deixava dizer não aos mais necessitados que eu, mas pelo contrário, mal dava o sustento da minha família.
Meu casamento não ia muito bem, meus cinco filhos eram pequenos, quando decidi mudar minha vida e de minha família. Saí sozinho e sem mala, apenas com minha roupa do corpo, meus documentos e muito pouco dinheiro.
Fui até a rodoviária de Iguatú, comprei a primeira passagem que tive oportunidade. Por coincidência com destino a Florianópolis. Eu nunca a tinha ouvido falar, não conhecia, porém estava indo confiante em busca de uma oportunidade boa de emprego.
Embarquei no ônibus que foi de Iguatú a São Paulo, de São Paulo a Curitiba, e de Curitiba a Florianópolis.
Cheguei a meu destino às 2 horas da manhã, na antiga rodoviária de Florianópolis que ficava na Avenida Mauro Ramos, me dirigi a um taxista e pedi que me levasse a um hotel de família, o homem então me levou para um hotel em coqueiros de número 163.
Durante o trajeto tive a oportunidade de passar pela ponte Hercílio Luz – que emoção, que maravilha -, em minha cidade só tinham pequenas pontes que atravessavam pequenos rios, nada se comparava com aquela ponte gigante e toda iluminada. Aqueles carros então, a cidade parecia que estava sofrendo um ataque de objetos ambulantes com quatro rodas, pois em Aiuába havia apenas jipes de turismo e jumentos.
Também fiquei muito impressionado com as casas, nunca havia visto casas de madeira, apenas casas feitas de barro e taipa, e muito poucas feitas de tijolo.
Bom, fiquei três dias lá retomando minhas energias, quando decidi ir à busca de uma casa para alugar, sai do hotel pela manhã, e fui sem rumo caminhando pelas ruas de coqueiros. Onde encontrei Seu João, que por coincidência tinha uma casa para alugar na Rua Santa Rita de Cássia, procurei então um contador para arrumar a escritura da casa e me instalei lá.
Tive de me adaptar com as condições da cidade. Havia dias que fui obrigado a revestir as paredes da casa com caixas de papelão, pois era muito frio. Aliás, eu era acostumado a temperaturas de 40º, já que o Ceará é uma região muito quente e seca.
 Já estava estabilizado em minha casa alugada, quando em seguida decidi arranjar um emprego pra mim. Comecei a comprar conjuntos de panelas, triplicava o preço e vendia nas ruas. Isso acabou me trazendo bastante dinheiro. Bom, o que eu recebia de lucro acabava dividindo em duas partes: uma ia para minha família que estava em Aiuába, e a outra era voltada para o investimento em novos conjuntos de panelas. E assim foi crescendo meu negócio.
Até que um dia a filha de Seu João se casou, e tive que devolver a casa dele. Juntei então meu dinheiro e decidi comprar minha primeira casa.
Já estabilizado e empregado resolvi trazer minha família. Acontece que eu e minha mulher não estávamos bem no casamento. Da mesma forma esperei meus filhos se formarem e propus a ela separação, ela aceitou.
Com o divorcio dei a meus filhos um terreno em Biguaçu e a ela dei uma casa em São José. Eu não fiquei com nada da casa, eu queria apenas uma coisa que estava nela. O colchão que eu dormia com minha ex- mulher. Mandei o cortar ao meio, ela ainda veio me perguntar o que faria com a metade de um colchão, eu então respondi:
- Com a sua eu não sei, mas a minha vai para o lixo.
 Depois da separação morei quatro anos em Joinvile, quando percebi que meu futuro era Florianópolis.
Depois de algum tempo na encantadora “Ilha da Magia” encontrei meu grande amor, com que sou casado até hoje e com ela temos uma filha chamada Emanuela.

 Acredite em seus sonhos, acredite em você e nunca desista, pois todo fim de luta tem uma conquista.